Se você usa o ChatGPT no dia a dia para escrever legendas, rascunhar ideias, montar textos pessoais ou até estruturar aquele conteúdo que estava difícil de começar, já deve ter percebido o quanto ele te ajuda. Mas junto com toda essa agilidade também vem um detalhe que pode te entregar sem dó, o texto ficar com aquela carinha clássica de IA. E convenhamos, ninguém quer isso nas suas ideias. Por isso, este artigo é um guia para quem usa o chat, mas quer manter a própria personalidade como protagonista da escrita.

O primeiro passo é reconhecer os sinais. O ChatGPT tem alguns vícios muito característicos, um deles é o bordão “não é sobre X, é sobre Y”. Ele usa isso até demais (rs) às vezes funciona, mas quando aparece o tempo inteiro fica evidente demais. Outra pista fácil é a estrutura das frases. A IA adora transformar parágrafos em uma sequência de frases curtinhas, com pontos onde caberiam vírgulas. O texto fica com aquele ritmo picotado, em vez de uma leitura natural. E claro, impossível ignorar os emojis que SEMPRE TEM no começo das legendas (✨🚀💡) como se cada post precisasse de uma anunciação antes do conteúdo.
Outra assinatura típica do chat são as metáforas completamente aleatórias. Às vezes a intenção é deixar o texto mais divertido, mas o efeito é justamente o contrário. Do nada, aparece uma frase do tipo “criar conteúdo sem planejamento é como equilibrar um bolo de três andares em cima de um skate” e você se pergunta em que momento o texto virou um episódio de desenho animado. Junto disso, o uso exagerado de palavras grandiosas, como “jornada”, “crucial”, “transformador”, “memorável”, aparece como tentativa de deixar tudo profundo, quando na verdade o contexto pedia só um “legal”, um “importante”, ou até nada disso. Para completar o pacote, ainda tem o amor do chat pelos dois pontos e pelos travessões. Ele usa tanto que qualquer texto parece ter sido escrito por alguém que realmente acredita que a pontuação é a protagonista.
Mas apesar de todos esses traços, dá para usar o ChatGPT como um ótimo aliado sem deixar que ele imponha o próprio estilo. A chave está em alimentar a ferramenta com referências reais. Isso significa mostrar exemplos do seu jeito de escrever, trazer textos que você já produziu, apontar autores, marcas ou estilos que você gosta. Quanto mais contexto humano você oferece, mais ele aprende a moldar a escrita para algo que se parece contigo e não com um modelo genérico.
Outra coisa que ajuda muito é definir regras claras de escrita. Nada complicado, instruções simples como “não use emojis”, “evite metáforas”, “não coloque dois pontos no título”, “não use palavras como jornada ou crucial”, “prefira frases mais longas e conectadas”. Essas orientações já reduzem drasticamente a “cara de chat”. Também funciona dizer exatamente qual tom você quer, mais leve, mais irônico, mais direto, mais divertido, mais conversado. A IA é ótima em seguir parâmetros quando eles são específicos, o segredo está em detalhar e direcionar a ferramenta no caminho que você espera que ela siga!
E por mais que o chat ajude, a parte do processo mais importante é a humana, você deve escrever suas ideias e usar o chat apenas como a revisão de erros ortográficos, possíveis ajustes, ou pra ele dar aquele toque quando você está sem criatividade. Não seja refém da ferramenta, use ela para impulsionar suas próprias habilidades!
Depois do texto escrito, é na revisão que você corta excessos, ajusta o ritmo, tira o que soa artificial, devolve fluidez, troca palavras que não combinam com você e recupera o jeito que você realmente fala. É aqui que você também tira as metáforas indevidas que as vezes ele acrescenta, os emojis desnecessários, o bordão “não é sobre X, é sobre Y”, os travessões dramáticos e tudo que faz o texto parecer igual aos outros mil que a IA já escreveu por aí.

No fim das contas, o ChatGPT é um acelerador muito bom. Ele organiza ideias, destrava bloqueios e dá aquele empurrão inicial que todo mundo precisa às vezes. Mas a personalidade não vem pronta. A ferramenta te ajuda, mas quem dá vida ao texto é você. É esse toque humano que transforma um conteúdo comum em algo que parece autêntico, real e com voz própria. No final das contas, a IA entrega rapidez mas quem entrega identidade é você!
Até a próxima explorador!