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Por que e como o Instagram classifica os conteúdos? 

18 de setembro de 2026

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Bem-vindo a bordo explorador!

Nos últimos dias, Adam Mosseri, diretor do Instagram, publicou um vídeo deixando bem claro algumas coisas sobre o famoso “algoritmo”, então vamos analisar juntos essas informações?

Quando o assunto é Instagram, é comum ouvirmos falar sobre “o algoritmo” como se existisse uma única fórmula responsável por decidir quem vê cada conteúdo.

Mas, segundo Adam Mosseri, a realidade é mais complexa. O Instagram utiliza diferentes sistemas de classificação para diferentes áreas da plataforma, e existe uma razão principal para isso: ajudar as pessoas a encontrarem aquilo que querem ver.

O objetivo não é entregar mais conteúdo. É entregar o conteúdo certo.

Imagine abrir o Instagram e encontrar todas as publicações exatamente na ordem em que foram feitas.

Se você segue 300 pessoas, precisaria percorrer uma enorme quantidade de conteúdos para encontrar algo que realmente despertasse seu interesse. E existe outro problema: empresas e marcas costumam publicar muito mais do que uma pessoa comum publica para os próprios amigos.

Se o Instagram simplesmente mostrasse tudo de forma cronológica, os perfis que publicam com maior frequência ocupariam cada vez mais espaço no feed.

A classificação cria mais oportunidades para os criadores

Quando o Instagram entende que uma pessoa gosta de determinado assunto, ele pode mostrar mais conteúdos relacionados a esse interesse, inclusive de contas que ela ainda não segue.

É aqui que entra a ideia de “aumentar o pedaço da torta” como Adam mesmo cita no vídeo.

A torta representa toda a atenção disponível dentro do Instagram. Cada criador disputa uma parte dessa atenção. Quando a plataforma consegue entender melhor o que cada usuário quer consumir, ela consegue conectar pessoas interessadas a conteúdos relevantes. O usuário encontra mais coisas que gosta, passa mais tempo consumindo conteúdo e tem mais motivos para voltar à plataforma.

Ao mesmo tempo, o criador ganha mais oportunidades de alcançar pessoas que ainda não o conhecem. 

Mas como o Instagram sabe o que queremos ver?

É aqui que entra a classificação. Stories, Feed, Reels e outras áreas da plataforma possuem sistemas de classificação diferentes, porque o comportamento das pessoas também muda de acordo com o formato.

Existem dois algoritmos principais: o que seleciona os conteúdos de quem você já segue, e o que seleciona os conteúdos de quem você ainda não segue.

O objetivo é fazer previsões, o Instagram tenta estimar, por exemplo, qual é a probabilidade de você:

• assistir a um vídeo até o final;

• curtir uma publicação;

• comentar;

• compartilhar com alguém;

• salvar um conteúdo;

• visitar um perfil;

• continuar consumindo conteúdos daquele tipo.

Essas ações funcionam como sinais de interesse. A classificação não é uma decisão aleatória sobre qual conteúdo “merece” aparecer.

É importante lembrar que nenhuma dessas previsões é perfeita. O Instagram está tentando interpretar comportamentos humanos a partir de sinais. E as pessoas são imprevisíveis.

Você pode assistir a um vídeo até o final sem ter gostado dele, pode curtir algo por impulso, pode salvar um conteúdo para nunca mais abrir…

Mas a plataforma também oferece ferramentas para que o próprio usuário ajude a moldar aquilo que recebe: seguir determinados perfis, adicionar contas aos favoritos, salvar conteúdos e interagir.

E o que isso significa para quem cria conteúdo?

Geralmente as pessoas pensam “O Instagram não está entregando meu conteúdo”, como se a plataforma fosse vilã, tivesse algum problema com você.

Mas talvez a pergunta mais útil seja:

“O que o meu conteúdo está comunicando para o público?”

Se o Instagram precisa prever para quem um conteúdo pode ser relevante, ele precisa encontrar sinais claros sobre quem deveria se interessar por aquilo.

Um conteúdo muito genérico pode dificultar essa identificação, já um conteúdo que fala sobre um problema específico, para uma pessoa específica, tende a oferecer sinais muito mais claros.

Pense em um escritório de arquitetura, muitos fazem exatamente essa publicação, mas analise como é genérica:

“Mais um projeto entregue pelo escritório.”

Agora imagine:

“Erros que fazem uma sala pequena parecer ainda menor.”

Aqui existe um assunto claro, um problema claro e uma pessoa que pode se identificar com aquilo. Essa comunicação dá ao usuário uma razão para assistir e, ao mesmo tempo, ajuda a plataforma a entender para quem aquele conteúdo pode ser relevante.

O foco da plataforma é o usuário.

O Instagram quer que as pessoas encontrem coisas que realmente tenham interesse em consumir. Quando isso acontece, o usuário ganha uma experiência melhor, o criador ganha novas oportunidades de alcance e a própria plataforma se beneficia.

O seu conteúdo tem falado o que o seu público quer ouvir?

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