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A Apple Music está de cara nova, e sua transformação visual abre espaço para novas discussões no universo do design. Com o conceito “Made by Sound” (Feito pelo som), o rebranding busca valorizar a experimentação criativa e a conexão física com a música, explorando novas possibilidades visuais que contrastam com a estética do ambiente digital.

Créditos: Divulgação/Apple Music
O processo começou com uma composição musical curta, feita especialmente para o projeto, que também se tornou a nova assinatura sonora da marca. As notas dessa composição foram tocadas através de um transdutor, dispositivo que converte sinais de áudio em vibrações físicas, posicionado dentro de uma bandeja rasa com óleo mineral. Cada nota fazia o líquido ondular de um jeito específico, e essas ondulações foram filmadas em câmera, virando a matéria-prima visual de toda a identidade.

Créditos: Divulgação/Apple Music
O desafio criativo por trás do novo rebranding da Apple Music foi transformar algo invisível, como a música, em uma identidade visual capaz de despertar sensações. Mais do que atualizar um logotipo, a marca decidiu explorar a própria essência do seu produto para construir uma linguagem visual e sonora integrada. O resultado conecta música, movimento e tecnologia, aproximando a identidade gráfica da experiência sensorial que a plataforma pretende oferecer.
A renovação também apresenta um novo tratamento tipográfico, com letras minúsculas mais marcantes, além de uma identidade sonora própria e elementos visuais inspirados no movimento dos líquidos. Outro ponto relevante é a mudança na apresentação do ícone do aplicativo, que abandona o vermelho predominante em favor de uma composição em preto e branco. Essa escolha altera a percepção visual da marca e abre espaço para uma linguagem mais flexível, especialmente em aplicações relacionadas a artistas, lançamentos e conteúdos musicais.
A proposta mantém a conexão com o universo visual da Apple, mas procura dar ao Apple Music uma personalidade mais específica. Afinal, uma plataforma que reúne diferentes gêneros, artistas e culturas precisa de uma identidade capaz de se adaptar a contextos diversos sem perder sua unidade.

Créditos: Divulgação/Apple Music
No fim, o projeto reforça uma ideia fundamental do branding contemporâneo: as marcas mais interessantes não são necessariamente aquelas que parecem diferentes, mas aquelas que encontram maneiras originais de expressar quem são.
Até a próxima, explorador!