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Se você acha que identidade visual é só logotipo, talvez seja hora de repensar esse conceito com mais calma, porque quando falamos em identidade visual muita gente ainda associa o termo apenas a cores, tipografia ou a um símbolo bem desenhado, quando na verdade a identidade visual não começa no visual, ela começa no conceito da marca, nas ideias que sustentam aquele negócio e nas decisões estratégicas que vêm antes de qualquer escolha estética.

Antes de definir paleta de cores, fontes ou formas, é fundamental entender que mensagem essa marca quer transmitir, que sensação ela deseja provocar nas pessoas e em que território pretende se posicionar no mercado, porque é a partir dessas respostas que o visual passa a fazer sentido, funcionando como uma tradução gráfica de algo que já foi pensado, estruturado e alinhado com a essência da marca.
O papel da identidade visual é organizar, reforçar e tornar visível esse conjunto de conceitos e estratégias, criando coerência entre o que a marca diz, o que ela entrega e o que ela comunica visualmente, e quando esse processo é respeitado, o resultado costuma ser uma marca mais consistente, reconhecível e preparada para crescer ao longo do tempo.
Quando uma marca ignora essa etapa conceitual e parte direto para a estética, o impacto inicial até pode ser positivo, afinal um visual bonito chama atenção, mas essa beleza dificilmente se sustenta, já que sem uma base estratégica sólida aumentam as chances de comunicar valores equivocados, de se apoiar em tendências passageiras e de precisar de constantes mudanças para tentar corrigir algo que não foi bem definido desde o início.
Isso faz com que muitas marcas tenham um prazo de validade curto, se tornem facilmente descartáveis e percam força com o tempo, não por falta de design, mas por falta de intenção, pesquisa e clareza sobre quem são e onde querem chegar.
Marcas fortes não nascem de tendências visuais, elas nascem de conceito, estratégia e posicionamento bem definidos, e é por isso que exemplos consolidados no mercado se mantêm relevantes mesmo quando o visual evolui, porque o que sustenta essas marcas vai muito além da estética, está na coerência entre propósito, discurso e experiência.

No fim, identidade visual é sobre consistência e alinhamento, é sobre construir uma comunicação que faça sentido hoje e continue fazendo sentido amanhã, conectando forma e conteúdo de maneira estratégica para que a marca não apenas apareça, mas se posicione, se diferencie e permaneça.
Até a próxima, explorador!