Bem vindo a bordo explorador!
Se você sente que todo mundo está postando a mesma coisa, não é só impressão, a saturação dos conteúdos na internet é uma realidade. Isso também não é culpa do Instagram. A verdade é que o mundo ficou acelerado demais para o nosso cérebro acompanhar. A saturação não está só no feed, está também na nossa vida e isso muda completamente a forma como pensamos e interagimos com os conteúdos.

Hoje, as pessoas não estão cansadas de posts iguais, elas estão cansadas e ponto. É um milagre que alguém ainda tenha paciência pra ver um reels motivacional dizendo “acorde às 5h e faça acontecer”. A falta de tempo virou a grande curadora do que realmente aparece no nosso consumo digital, o público não está buscando autenticidade profunda, está buscando coisas que façam sentido em meio ao caos ou que pelo menos não aumentem o caos.
E enquanto isso tudo acontece, o Instagram continua tentando entregar conteúdo como se a gente fosse uma criatura com tardes livres, piada né? Mas a verdade é que o Instagram virou uma vitrine que precisa acompanhar a vida adulta real. Uma vitrine que não precisa ter todas as peças do mundo, só as peças certas. O público quer menos barulho e mais intenção. Quer marcas que postam porque têm algo a comunicar, não porque o calendário editorial está cobrando presença.
Grande parte da saturação nasce da lógica da retenção, já que hoje tudo é pensado para prender segundos da nossa atenção, como se cada usuário estivesse em um reality show secreto onde ganha quem ficar mais tempo olhando para a tela. E sinceramente, essa busca infinita por atenção cria conteúdos semelhantes, são todos minimamente diferentes, mas no fundo são todos réplicas, como uma marca que produz em grande escala. É uma busca tão mecânica que as pessoas percebem na hora: “Ah, outro post tentando me segurar 3 segundos a mais”. E vamos combinar, não tem humor ou estética que salve quando algo soa forçado.
Outro fator que ninguém comenta, é que a internet perdeu o silêncio, sempre teve barulho, mas hoje em dia o agito é muito maior. Antes, a gente tinha uma pausa entre pensar e postar. Hoje, tudo vira conteúdo na mesma velocidade em que o pensamento aparece. Não tem digestão criativa, não tem espaço interno. E o resultado? Conteúdo raso, feito no modo automático, que nem quem posta lembra no dia seguinte.
Estamos todos tentando acompanhar uma maratona enquanto respondemos WhatsApp, organizamos planilha, comemos um lanche e pensamos no que postar. Tudo isso AO MESMO tempo!
Mas existe uma boa notícia aqui. As pessoas não querem mais autenticidade performada, filtros imperfeitos cuidadosamente planejados ou aquela “verdade do bastidor” que vem sempre de um roteiro. O público quer alívio, quer ver algo que não pesa, não exige, não compete. Conteúdos que fazem a mente respirar por alguns segundos! Isso pode ser um carrossel reflexivo, um reels engraçado, um texto bem escrito, um insight inesperado, qualquer coisa que dê um micro alívio na rotina.
E aí aparece o caminho de manter conteúdos frescos num mundo saturado, pensar mais e postar com mais humor, mais leveza e menos obrigação. Porque quem cria com intenção não precisa disputar no grito e quem entende a própria voz não precisa correr atrás do algoritmo, ele acaba vindo atrás.

No fim, o frescor não está em inventar algo nunca visto. Está em entregar algo que faça sentido, hoje, na vida real de quem te acompanha. Algo que não aumente a lista de tarefas mentais, e se possível, arranque um sorriso, um suspiro ou gere boas emoções a quem está consumindo o conteúdo. Talvez o segredo seja esse, quando todo mundo tenta ser relevante, a marca que consegue ser humana já sai um pouquinho a mais na frente…
Até a próxima explorador