Bem-vindo a bordo! Vamos falar do comportamento do público nessa copa?
Todo ciclo de quatro anos repete um padrão parecido: compra de televisor, busca por promoções, escolha do lugar para assistir. Mas em 2026, esse comportamento mudou um pouco.
O lanche entrou no lugar da TV nova

Imagens: hambúrgueres temáticos do Farol Doze, em Torres/RS.
Com o crédito mais caro e o orçamento mais apertado, o brasileiro está priorizando o que é imediato e experiencial. Segundo estudo da CNC, a Copa deve injetar R$ 4,32 bilhões no varejo nacional, e a maior fatia vai para alimentação e bebidas, não para eletroeletrônicos como nas edições anteriores.
“Sanduíches da Copa” disparou nas buscas da semana, e o motivo vai além da fome. Quando uma tendência de pesquisa como essa aparece, ela revela algo sobre o momento que estamos vivendo, e sobre como as pessoas constroem a experiência da Copa muito antes do jogo começar.
Reunir, comer, torcer

O McDonald’s entendeu isso antes de todo mundo. Há anos, a rede lança sanduíches temáticos a cada Copa, e a campanha “Seleções do Méqui” já virou parte do ritual. São sete sanduíches, cada um representando uma seleção, com ingredientes inspirados na culinária de cada país. O McItália, que retornou ao cardápio mesmo sem a Itália no torneio, é o mais aguardado, uma prova de que a nostalgia e o afeto do consumidor superam qualquer lógica de tabela de classificação.
Não é só o McDonald’s
O movimento não ficou restrito às grandes redes. Comércios locais também entraram na onda, e com uma vantagem que as franquias não têm: a proximidade com o cliente.
Para o pequeno comércio de alimentação, a Copa oferece uma janela rara. O cardápio temático não precisa ser sofisticado. Precisa ser intencional, ter um nome, uma história, um motivo para o cliente compartilhar nas redes e voltar na semana seguinte para provar o próximo.
O que esse fenômeno tem a ensinar
A Copa transforma qualquer coisa em evento. Um sanduíche vira notícia, uma cerveja ganha nome, um lanche vira ritual. O hype em torno dos sanduíches não é sobre comida: é sobre pertencimento, sobre fazer parte de algo maior do que um jogo de futebol.

E esse comportamento não é exclusivo do setor de alimentação. Quem vende produto, serviço, experiência ou ideia pode se conectar a esse momento. Não é necessário ser patrocinador da FIFA para aproveitar a Copa. É necessário entender o que o consumidor está sentindo e encontrar um ponto de contato genuíno entre isso e o que a marca oferece.
E se você ainda não pensou em como aproveitar esse momento, agora é a hora. Até a próxima, explorador! 🫡